Avançar para o conteúdo principal

PARTO NORMAL E COCÓ

SIM! Vamos mesmo falar sobre isto! 


Por algum motivo em alguns hospitais dão-nos clistéres antes do parto para evitar que o nosso querido intestino marque a sua presença no momento da expulsão do bebé (é que não queremos expulsar mais nada!!!).


Durante ambas as gravidezes fui questionada sobre o receio que tinha em presentear a equipa médica com tal surpresa. Acho que, aí desse lado, já me vão conhecendo para saber que, obviamente, este tema já me tinha passado pela cabeça e não me agradava de todo.



Saber que várias mulheres passam por tais episódios e que os profissionais que trabalham nesta área já estão habituados a que tal aconteça, não nos ajuda, necessariamente, a relaxar! Acho que é como ir ao ginecologista pela primeira vez... Os médicos estão "fartos" de examinar mulheres mas nunca nos examinaram a nós. Acho que é mais ou menos isto! 🙈


Mas vamos lá esmiuçar o assunto... 


No momento da expulsão do bebé, depois de horas em trabalho de parto, já cansadas e sem forças para mais nada, ninguém pensa nisto. Nem mesmo quando nos dizem "faça força como se fosse fazer 💩" (sim, dizem-nos isto com estas palavras!) ficamos inibidas de fazer tal força. Nós só queremos que o bebé nasça e, naquele momento, estamos dispostas a tudo para que isso aconteça. 


Nos cursos de preparação para o parto as mulheres aprendem a canalizar a força para o sítio certo. Na gravidez do Vicente, que se direcionava para uma cesariana, o nosso curso não focou esta parte tão exclusiva do parto normal.


Na gravidez do Mateus, com esta história da pandemia e também porque já era o segundo filho achei que não havia necessidade de fazer outro curso. Mas também não me dei ao trabalho de recorrer ao amigo Google. Portanto fui um pouco às cegas para hospital. E como tal, segui o conselho que me foi dado e fiz a tal força. O que é que saiu? Saiu o meu Mateus lindo.


Se saiu mais alguma coisa? Não sei e não quero saber!


A verdade é que este assunto é completamente irrelevante. O importante é o bebé nascer bem e se o preço a pagar for fazer 💩 à frente de 5 ou 6 pessoas, que seja!


Para quem anda a perder tempo a pensar neste assunto, sugiro que pesquisem mais e pensem menos. 


Para quem está quase a ter bebé e não estava ciente de que isto podia acontecer, ups... Sorry! Agora só me resta aconselhar a que releiam o parágrafo anterior 😅🙈


Um beijinho, 

Flávia





Comentários

Mensagens populares deste blogue

A MÃE DA MÃE

Quando era mais pequena recorria à minha mãe sempre que me deparava com algum aperto, fosse ele qual fosse. Ela estava sempre lá para me dar o seu colo gratuito e garantido.  Muitas vezes penso na minha mãe. No que ela me ensinou e no que ela me continua a ensinar. Ainda hoje continuo a recorrer a ela mais vezes do que provavelmente seria de esperar de uma menina-mulher-mãe. Porque, no fundo é isso que eu sou: mulher-mãe mas menina. A menina da minha mãe!  Lembro-me das primeiras vezes que o Vicente ficou doente ou daquela vez que ele bateu com a boca no chão e ficou a sangrar. O meu primeiro instinto foi ligar à minha mãe pois ela saberia o que fazer. Porque é assim, não é? As mães tudo sabem! Mas, de repente, caiu-me a ficha: "Flávia, tu também és mãe, por isso: DESENRASCA-TEEEE!". E foi isso mesmo que eu fiz! Mas a minha mãe será sempre a minha mãe e a tendência para recorrer a ela não me parece que vá desaparecer. De igual modo, eu serei sempre a sua a filha e o seu insti...

DE GRÁVIDA A MÃE

Faz hoje um ano que o teste da farmácia deu positivo. Estava grávida. Esperavam-me nove longos mas fantásticos meses. Lembro-me de em criança brincar às grávidas. Uma almofada debaixo da camisola, uma mão nas costas e estava feito! Uns minutos mais tarde, como que por magia, tinha o nenuco no meu colinho. Era tão fácil! A minha gravidez também foi muito fácil. Sei que nem todas as mulheres gostam de estar grávidas. Mas no meu caso, esta foi uma das fases mais felizes da minha vida. Vivi intensamente cada dia, cada kg a mais, cada pontapé e cada soluço. Acariciar a minha barriga e falar com o meu bebé faziam parte da minha rotina diária (e horária no caso do último mês). Durante os nove meses de uma gravidez, muita coisa acontece: Já não pretendes ter uma barriga fit. Aliás, se não gostas da tua barriga, engravida. Vais passar a amar. Toda a roupa deixa de te servir . Ir às compras passa a ser sugestão do teu marido. O conceito de "fila" deixa de exi...

SER MÃE DE DOIS

Ser mãe de dois... Ai ser mãe de dois. Já vos disse que nasci para isto, não disse? Para ser mãe. Não há nada nesta vida que me dê maior alegria do que o beijinho de bom dia do Vicente, os sorrisos do Mateus ou as mini interações entre os dois. Mas, ser mãe de dois não é fácil e o primeiro mês foi, até agora, o pior de todos! Até ao nascimento do Mateus, embora ele já existisse e eu já fosse mãe dele, na prática, era apenas mãe do Vicente. Durante a estadia na maternidade, na impossibilidade de ver o Vicente, e na tristeza que causava em mim vê-lo nas vídeochamadas, acabei por me focar e refugiar no Mateus e por ser apenas mãe dele. Mas chegou o momento de ir para casa. O momento de passar a ser efetivamente mãe do Vicente e do Mateus. O primeiro mês foi duro em vários aspetos. Sei que não fui uma mãe presente para o Vicentinho. E chorei. Chorei muito. Os meus dias eram isto: dar mama ao Mateus, pôr gelo nos pontos, tomar duche quente para aliviar as mamocas da subida do leite, dar mam...